Reymond Lowey

A um grau dificilmente inigualável no mundo do design industrial e também de comunicação, o nome de Raymond Loewy erradia um carisma que atraiu a atenção pública durante toda a metade do século passado. O lifestyle implantado com os produtos que este desenvolveu, mostrou uma nova visão necessária para um mundo a viver a pós-grande depressão e depois o pós-guerra que troce uma necessidade consumista e procura de peças de design (forma/função) não só nos EUA como também na Europa. Este trabalho foi coroado com o sucesso e reforçada assim os seus escritórios de projecto não somente em New York, em Chicago, e em Los Angeles, mas também em Londres, em Paris e em São Paulo, entre outro.

A associação do Design (forma/função) a um estilo de vida é muito importante porque – em combinação com um sentido comercial, metodológico e um talento rico do projecto, eram elementos importantes para gerar um conceito sólido abraçando todas essa premissas, premissas essas criadas por Raymond Loewy que muda a forma de ver o design industrial.

Ao contrário de muitos designers modernos, os interesses de Loewy estavam em completa sintonia com as grandes corporações e as contribuições das suas criações para o crescimento económico na pós-depressão não devem ser subestimados.

Ele transformou simples apontadores de lápis e refrigeradores em peças de design. Ele projectou carros que estavam uma década à frente do seu tempo. Ele também desenvolveu locomotivas, criou o logo da Shell e deu ao mundo uma nova garrafa de coca-cola.

Não é por acaso que Raymond Loewy é chamado de “pai do design industrial”.

Durante o curso da sua longa e ilustre carreira, Raymond Loewy criou uma série de objectos míticos que ficaram associados à própria imagem dos Estados Unidos. Escolhido pela

revista Life em 1990 como um dos 100 americanos mais importantes do século XX, o “pai do design industrial” nasceu na França mas mudou-se para os Estados Unidos em 1919. Um de seus primeiros trabalhos de sucesso foi o design de uma aeronave modelo, que ganhou o prémio James Gordon Bennett em 1908. No ano seguinte, ele vendeu o avião, chamado de Ayrel. Serviu ao Exército Francês durante a I Guerra Mundial. Emigrou para os Estados Unidos em 1919. Loewy casou-se com Jean Thomson em 1931; o casamento durou até 1945. Ele tornou-se cidadão americano em 1938. Casou-se novamente, com Viola Erickson, em 1948.

Quando Loewy chegou aos Estados Unidos estabeleceu-se em Nova York e encontrou trabalho como designer de montras para lojas de departamento, como Macy’s, além de trabalhar como ilustrador de moda para Vogue e Harper’s Bazaar. Depois de uma carreira de sucesso em ilustração comercial, este voltou-se para o emergente campo de design industrial na década de 1920. Em 1929, ele recebeu sua primeira encomenda de design

industrial: para modernizar a aparência da “duplicating machine” (Gestetner). Mais tarde, outras encomendas surgiram, incluindo trabalhos para Westinghouse, para Hupp Motor Compmany (para fazer o styling do Hupmobile), e o styling da geladeira Coldspot para Sears-Roebuck.

Caminhos-de-ferro Pensilvania

Em 1937, Loewy estabeleceu uma relação com os caminhos-de-ferro Pensilvania, na qual se encontram a maioria dos seus mais notáveis projectos, como o styling das locomotivas de passageiros dos caminhos-de-ferro. Fez o styling da PRR K4, da locomotiva experimental PRR S1, e a classe PRR T1. Mais tarde, por pedido da PRR, ele reutilizou as locomotivas a diesel da Baldwin’s, dando-lhes um distinto “nariz de tubarão”.

Enquanto não projectava a forma das locomotivas eléctricas PRR GG1, Loewy melhorava os seus aspectos de construção, e um esquema de cores para realçar suas formas suaves redondas.

Também fez outros trabalhos para a PRR, incluindo o design do interior de carros de passageiros, estações, material impresso, entre outros.

Studebaker

Loewy começou sua longa e produtiva relação com a empresa Studebaker Corporation de South Bend, Indiana, nos anos 30. Loewy e Associados foram contratados pela Studebaker para prestar serviços de design durante a Grande Depressão. Seus trabalhos começaram a aparecer nos últimos modelos Studebakers. Studebaker também adoptou o logo limpo, em lugar do logo que usavam desde o início do século.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo estabeleceu restrições aos departamentos de design na Ford, General Motors e Chrysler, e tais empresas não trabalharam melhorando ou projectando automóveis civis. Já que a empresa de Loewy era independente da 4ª maior automobilística no país, essas restrições não foram aplicadas. Isto permitiu à Studebaker lançar seu primeiro design de automóvel do pós-guerra em 1947, 2 anos antes

antes da General Motors, Chrysler e Ford. Sua equipa desenvolveu um design avançado, com pára-lamas frontais resplendorosos, e linhas traseiras limpas. Também criaram o Studebaker Starlight com um sistema de janelas traseiras que envolvia 180º em volta dos bancos de trás.

Além do icónico “nariz de bala” Studebakers de 1950 e 1951, a equipe criou a linha Studebaker de 1953, o Starliner e os Starlight coupés, que sempre ficava entre os mais bem projectados automóveis dos anos 50 nas listas das revistas Collectible Automobile, Car and Driver e Motor Trend. Ele também modernizou o logo da Studebaker novamente colocando o elemento “S” para um design mais moderno.

Seu último trabalho nos anos 50 para a Studebaker foi a transformação dos coupés Starlight e Starliner na série Studebaker Hawk para o modelo do ano 1956.

Ele foi chamado de volta à Studebaker pelo presidente da empresa, Sherwood Egbert, para projectar a Studebaker Avanti. Na primavera de 1961, Sherwood Egbert, o novo presidente da Studebaker, contratou-o para ajudar a dinamizar uma nova linha de automóveis

de passageiros de 1963 para atrair novos compradores. Este concordou em aceitar o projecto, apesar do curto cronograma de 40 dias, que permitiu produzir um protótipo acabado e um modelo em escala.

Ele rapidamente recrutou uma equipe de design formada por designers experientes, pelos empregados de Loewy (John Ebstein , e Bob Andrews) e por Tom Kellogg, um jovem estudante da faculdade Art Center. A equipe reuniu-se em Palm Springs e ficou numa casa alugada somente para desenvolver o projecto do novo carro. Cada membro da equipe tinha um papel: Andrews e Kellogg faziam esboços, Ebstein projectava, e Loewy era o director criativo.

Quando o Avanti atingiu o mercado, foi um sucesso, e até hoje tem muitos fãs. Foi produzido em quantidade limitada ao passar dos anos por uma sucessão de pequenas empresas independentes.

É difícil ao impacto de Loewy do mesure precisamente em nosso ambiente contemporary, mas teve certamente dinâmico e significativo. Seus vitality continuando e influência

internacional são demonstrados pelo seu que está sendo retido porque um consultante principal do projecto industrial nos 1970’s pelo governo da União Soviética – esta como incorporou seus eighties.

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